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EM DEFESA DA CGU

Pressão de servidores provoca desistência de Serraglio ao comando da CGU

Mesmo depois da notícia publicada no blog de Gerson Camarotti, Unacon Sindical mantém indicativo de ato nacional para quarta, 31, às 14h, aprovado em assembleia realizada nesta terça, 30

Publicado em 30/05/2017 às 13:20 | Autor: Nayara Young | Acessos: 1722


Pressão dos Auditores (AFFC) e Técnicos Federais de Finanças e Controle (TFFC) provoca desistência de Osmar Serraglio ao comando do ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). A informação é de Gerson Camarotti, comentarista da GloboNews (leia aqui). Mesmo depois da notícia, o Unacon Sindical mantém o indicativo de protesto nacional aprovado em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta terça-feira, 30 de maio. O ato será realizado em todo o país, na quarta, 31. Em Brasília, será realizado às 14h, em frente ao edifício Darcy Ribeiro. Nos estados, de acordo com a convocação de cada delegacia sindical.

 

“Ainda assim, precisamos ter certeza da qualificação de quem irá assumir a Pasta. A CGU não é um órgão político”, explica Rudinei Marques, presidente do Unacon Sindical. No dia 29, o Sindicato anunciou que o movimento contra a nomeação de Serraglio só vai acabar quando tiverem certeza de que um cidadão de reputação ilibada e notórios conhecimentos jurídicos e administrativos estiver à frente da CGU (relembre aqui).

 

A expectativa é que seja realizada nova limpeza do órgão, agora preventiva, nessa quarta. Há exatamente um ano, no dia 30 de maio de 2016, o mesmo foi feito. Com baldes e vassouras nas mãos, os servidores lavaram o prédio pela saída do então ministro Fabiano Silveira, depois que o Fantástico divulgou trechos de conversas com a participação dele, quando ainda era conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado (relembre aqui). O protesto, que resultou no afastamento de Fabiano, teve ampla repercussão pela imprensa nacional e internacional, como BBC Brasil, The Guardian, The New York Times e El País. (Acesse o clipping aqui e aqui).

 

“Independentemente de governo, não iremos aceitar que seja enviado para o comando da CGU qualquer político suspeito. Estamos aqui com um objetivo muito claro: defender o caráter republicano desse órgão, defende-lo como órgão de Estado e que precisa estar blindado para cumprir sua missão institucional”, declara a AFFC Anjuli Tostes.

 

Segundo Filipe Leão, diretor de Finanças do Sindicato, “a conjuntura política requer total atenção dos servidores em relação ao perfil do dirigente máximo da CGU. Nosso órgão não pode ser usado como instrumento para salvar autoridades envolvidas em casos de corrupção. Sairemos vitoriosos dessa nova fase da luta Em Defesa da CGU”, afirma.

 

APOIO

Organizações da sociedade civil também já declararam apoio ao movimento dos servidores. Anjuli informa que até o fim do dia deve ser publicada nota que rechaça a indicação de políticos suspeitos para comandar a CGU.

 

TWITTAÇO

A assembleia também aprovou pedido de reunião com Wagner de Campos Rosário, secretário-executivo da CGU, contato com parlamentares e Twittaço com a hashtag #EmDefesadaCGU ainda hoje, 30, às 14h30. A orientação é que os servidores repliquem a imagem das mensagens postadas no Twitter no Facebook.

 

EM DEFESA DA CGU

Notícias, documentos, vídeos e clipping da luta Em Defesa da CGU podem ser acessados em um único lugar. Criado em 2016, o repositório concentra todas as ações do movimento (acesse aqui). 

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